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domingo, 27 de janeiro de 2008

Nós, as Mulheres .Chiques

Olá chiques! Eu, Bá, volto a postar!
Bem, hoje quero contar-vos uma coisa que me esqueci de contar. Tenho vindo a reparar que há cada vez mais mulheres a deprimir quando chegam à menopausa, quando fazem quarenta anos ou quando dão conta da sua idade. Tenho também vindo a reparar que muitas acham que não é bem de um psicólogo que precisam, mas sim de uma... amiga. E então, o que resolvi eu fazer? Abrir uma espécie de consultas, em que converso com as mulheres e, como as compreendo, tento ajudar.
Já recebi algumas respostas aos meus anúncios, entre elas de uma mulher que diz ter uma vida horrorosa, cheia de problemas e discriminações. O seu nome era, se não me engano, Horácia. Nunca tinha ouvido esteve nome, por acaso, mas terei o maior gosto em tentar ajudar esta mulher.
Tal como a estas mulheres, também a vocês posso ajudar. Enviem um e-mail para bazita_chique@hotmail.com e eu tentarei responder o mais brevemente possível.

Já agora, o meu escritório intitula-se "Nós, as Mulheres.".

Beijos e até lá!

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Uma festa relativamente .Chique

Olá chique! Daqui, Bázita, para vos contar todos os pormenores da festa da Lu, chiquesa a chiquesa! Aproveito para mencionar que, à minha frente, Fifi e Fafá iniciam-se nos jogos de PlayStation.
Começo por dizer que este é o segundo post que escrevo porque o primeiro foi acidentalmente apagado. Logo, estou irritadíssima! Mas vou tentar superar os meus un-chiques nervos e postar decente e chiquemente.

Tudo começou lá para as três e meia da tarde, quando eu e a Fifi abandonámos a minha casa e consequentemente as chávenas de chá e a Fafa, que ficou a bronzear-se e a proteger-me a casa da chinesa.
Dirigimo-nos para o shopping chique, onde compraríamos vestidos, jóias, sapatos, malas, enfim, tudo o que uma mulher chique necessita para ir a uma festa.
-Enfim Fi, estou desconfiada. - Disse, com ar monotonamente desconfiado.
-Porquê? Por causa da Lu?
-Claro. Quem mais vez a cabo de merecer que eu desconfie?
-Enfim, não sejas assim! Ela pode estar arrependida, Bá!
-Olha, vais ver como eu tenho razão. Penso mesmo que ela se vai vingar.
-Olha relaxa e vem comigo, acho que encontrei os vestidos perfeitos.
A Fifi não acreditava em mim... qual ingénua é! Mas, eu poderia também não estar certa. Estava ansiosa por ver.
Mal acabámos de fazer compras, saímos do shopping e entrámos no meu carro. Seguimos para casa da Lu.
Quando nos aproximamos, pusemos os nossos óculos de sol (uma chique, quando vai ter com um inimigo, coloca sempre os seus óculos de sol! aprendam comigo que eu não duro para a eternidade chique!). Saímos e caminhámos em direcção à casa (deixei o carro longe, ou ainda seria assaltada! com tantos carros ali, e saberem que são de gente rica, deixá-lo ali também? só se fosse burra!). Mal a avistámos, ao longe, a sua enorme casa, ficámos boquiabertas. Estava linda... entre a relva via-se imensas luzinhas que conjugadas com a enorme fonte em forma de Lua dava a sensação de que andávamos sobre o céu nocturno! As mesas redondas na sala rodeada de vidros abertos, como se fosse a continuação do jardim mas coberto, estavam muito bem postas. A conjugação do branco, do dourado e do bordeaux ficou imensamente bem! As velas e as rosas davam um ar romântico à noite, e os lindíssimos vestidos e fatos dos convidados eram a cereja em cima do bolo.
Bem, depois do choque chique, tocámos à campainha e fomos recebidos pelo mordomo, o Sr. Horácio Lopes. Entrámos e ocupámos logo a mesa em frente ao mini palco, onde um grupo de senhores de idade tocavam lindíssimas músicas.
-Fifi, guardas o meu casaco? Queria ir ao WC! - pedi.
-Claro Bá! Até já!
E a correr (estava aflitinha) fui até ao WC, mas mantendo a chiquesa. Mas o chão estava escorregadio e os meus sapatos não eram muito aderentes e... caí un-chiquemente para cima de um dos empregados que trazia, com alguma dificuldade, uma bandeja cheia de cálices que formavam uma pirâmide.
-AAAAI! Desculpe! - disse eu, baixando-me para tentar ajudar.
-Não se preocupe... tenho é medo que não haja mais remédio para por nos copos para aquelas determindas pessoas qu... ai, já falei demais.
-Diga?? Remédio? Copos? Pessoas? Conte-me tudo, jóia, já. - Isto cheirava-me a esturro un-chique.
-Tenho de me apressar. A patroa pediu-me que trouxesse as bebidas com urgência. Com licença.
-Você não vai a lado nenhum. - Disse, cortando-lhe o caminho com a minha perna chique.
-Mas mas... - Gaguejou a olhar para elas. Talvez ainda não esteja tão velha assim... - Tenho mesmo de me despachar.
-Claro. Então tente falar rápido.
-Em que posso ajudá-la, então?
-Conte-me tudo acerca desse tal remédio, desses tais copos, dessas tais pessoas.
-Não tenho tempo para isso. Mas se me der o seu contacto eu poss...
-Tome. - Coloquei o meu cartão no bolso da sua camisa. - Telefone-me dentro de minutos. Vou aguardar ansiosamente a sua chamada. -Tentei ser sexy. A Fafá sempre me disse que quando se quer algo de um homem, em primeiro lugar o devemos seduzir. Nunca fui totalmente de acordo, mas uma pitada não faz mal a ninguém... até me rejuvenesce.
Dirigi-me para o WC, aviei-me e voltei.
-Ai Fifi, nem sabes!! - Quase gritei.
-Conta!! - E ela também.
-Fala baixo! Foi assim... - e contei-lhe.
Depois do meu relato ela ficou perplexa.
-Tinha ou não razão? - perguntei, como uma criança quando diz "toma toma toma!".
-Isto não prova nada! Podemos estar a fazer juízos precipitados acerca disto, Bá.
-Não me parece. É demasiado óbvio. Vais continuar na tua ou ajudares-me, amiga?
-Está bem. Conta comigo.
E porque nunca perdemos esse vício, batemos as palmas das mãos em sinal de cooperação chique.
-Sabes? - Disse, passado alguns minutos de silêncio. - Tenho um plano.
O meu plano era combinar com o empregado e fingir-mos que tomámos o tal remédio. Fingiríamos também ter os efeitos (ainda por nós desconhecidos) que ele provocava. Já estava a imaginar a cara de sonsa da Lu, a pensar que era inteligente. Ri-me.
-Concordo! Ai, amei o plano Bá! - A Fifi estava entusiasmada com a ideia. Amei isso.
A festa começou, a Lu entrou e abriu a festa, dizendo que guardava as suas palavras para depois. Via-se que se estava a achar chique, mas de chique não tem nada. Estava horrivel! A sua falta de imaginação e inteligência é tal, que copiou o vestido da madrasta das crianças no musical "Música no Coração" (que está no Rivoli e aconselho!!). Enfim, não estava nada chique, visto que espalhou imensos laços pretos pelo vestido e aquele cor-de-rosa choque não combinava nada com a festa. Só mesmo com a parolice dela, desculpem-me o termo.
-E sem mais demoras apresento as minhas convidadas que cantarão esta noite. E elas são... Lola e Sílvia!!
E abandonou o palco, tropeçando no seu exageradamente comprido e desajeitado vestido. Nesse exacto momento a Fifi disse-me algo como "ai, socorro, o veterinário!" e fugiu para a casa-de-banho. Mas, era estranho, a Sílvia não apareceu... apenas Lola entrou no palco, aluada. Que se passava? Esperei mais uns minutos, até que uma rapariga entrou. Ai, estava a ocupar o lugar da Sílvia e... ai, não era normal. De repente, atrás de mim, a Fafá apareceu, mascarada.
-Bá! - sussurrou.
-AI CREDO!! Quem é? - gritei, de susto.
-Sou eu, a Fá! Eu já te explico. Vamos à casa de banho.
E fomos. Quando nos aproximámos vimos a Fifi a chorar, e nervosa. A Fafá correu para ela, eu aproximei-me atrás e rapidamente soube o que se passou. Esperaria que ela se acalmasse e deixá-la-ia com a Fá... porque algo me intrigava. Onde estaria a miúda asiática?
-Fi, rápido. Precisamos de encontrar a Sílvia, ela desapareceu! - disse, também tentando que a Fi desanuviasse, não pensasse em coisas que não a levam a lado nenhum.
Foi aqui que ouvimos alguém a berrar do outro lado da porta e a bater nela. Era a Sílvia. A Fafá apressou-se a abrir a porta e, mal a vi, reparei no mau estado em que estava.
- Quero cantar! - gritou, feliz.
- Não com esse vestido - disse eu. - Fá, tu vai avisar o público do ocorrido.
- Certo!
- E, Fi, tu vais emprestar o teu vestido à Sílvia. - Eu sabia que ela ia berrar, mas tinha de ser. Até lhe emprestava o meu, mas tinha um plano a pôr em acção. E sabia como arranjar de imediato outro vestido para a Fifi.
- Quê? - disse a Fifi, perturbada. - E vou com o quê?
- Esperas nos camarins.
- É que nem penses!
- Olha, desculpa lá, mas sem vestido ela não vai actuar, não achas?
- E por que é que não lhe emprestas tu o teu vestido? Que lata un-chique a tua!
- Acaso preferes que conte ao teu marido o que se passou agora? - Brinquei, claro! Nunca o faria. Deu-me gozo dizê-lo, enfim, tentei humorizar o facto de o veterinário não a largar.
- Olha, uma chique não diz palavrões nunca, como sabes, mas agora diria um. - Ela não achou piada nenhuma. Despiu-se, entregou o vestido à Fafá e foi embora, com um "Boa Noite". Peguei no vestido, olhei-o, dei-o à Si e fui ter com a Fifi. Tinha medo de a ter magoado sem querer.
-Fifi! Espera! - gritei, ao vê-la sair do portão da casa.
-Deixa-me em paz. Estou despida, tens o vestido. Agora larga-me.
-Mas Fi, eu tenho uma surpresa para ti...!
Ela parou. Girou os calcanhares e voltou-se para mim.
-Acompanhas-me? - perguntei, sorrindo.
-Estou despida. Achas que tenho outro remédio? - retorquiu o sorriso.
E dirigimo-nos para o meu carro, em silêncio, de onde eu retirei um lindo vestido que lhe comprei, ou melhor, o embrulho.
-Quando vi isto lembrei-me de ti e não resisti a comprar-to. Espero que gostes.
Ela fez a sua engraçada expressão involuntária de surpresa, e pegou no embrulho. Poisou-o sobre o meu carro e desfez o laço. Quando abriu os seus olhos brilharam, pegou no vestido, encostou-o a si e dançou.
-É lindo!!! Deve ser o vestido mais bonito que já vi na minha vida!
-Não exageres, Fi. Mas amei teres amado. - disse, sorrindo. - Veste-o!
Ela apressou-se a vesti-lo e a olhá-lo. Estava radiante!
-Ai Bá. Abraça-me!
E abraçámo-nos. Durante o abraço apercebi-me de quanto ela e a Fá são importantes para mim!
-Enfim, podes ser uma insegura e mariquinhas de primeira, mas eu amo-te! - disse, rindo-me!
-Ai que estúpida! - largou-me. - Mariquinhas? Vamos ver quem é a mariquinhas! - retirou o batôn da sua mala, abriu-o e correu atrás de mim, para me pintar. Apressei-me a tirar os sapatos e a correr, pela estrada fora.
-Não me apanhas! - gritei, rindo a bom rir.
-Ai não? Já vais ver! - e acelerou.
Corremos durante uns minutos, até que ela me apanhou. Não é que ela corre bem?
-Ahahaha! Apanhei-te!!
-Aiii, estava a brincar!!
-Sei. - e abraçou-me. - Eu também te amo, sua lenta chique.
-Lenta? - e rimo-nos as duas. - Sabes, tu e a Fá são mesmo importantes para mim. Os anos vão passando e os nossos laços vão-se tornando cada vez mais fortes. Podemos não ter sangue comum, mas vocês são as melhores irmãs de todo o chique mundo.
-Não me faças chorar, levas já! - rimo-nos. - É... sabes, acho que a nossa amizade já resistiu a muito. A conflitos, zangas, mudanças, distância, cíumes, amores, desamores, maluquices, un-chiquesas...! Tantas coisas que lhes perdi a conta. Nunca nos separaremos!
-Nunca.
Ficámos em silêncio, até que, como se tivesse sido combinado, nos levantámos e voltamos para a festa.
Acho que tínhamos perdido muito. Segundo ouvi da Fafá, a Sílvia e a Lola já tinham cantado, já tinham saído, e pelo meio ainda tinham havido quedas, brigas e etc. Logo, na quarentona festa pijama (sim, nunca perdemos este hábito) saberia de tudo, agora era hora de me dedicar ao meu plano. Recebi um telefonema passado minutos.
-Estou sim? - perguntei, curiosa, visto que desconhecia o número.
-Estou sim. E mesmo ao seu lado. Venha ter comigo ao portão para falarmos d...do tal assunto.
-Ah... - pus uma voz sexy. - É você. Estou a ver que não se esqueceu de mim, hein?
-Como poderia ser? - tentou ser sexy, mas coitado...
-Nem cinco minutos demorarei. - desliguei, contei à Fi e à Fá e fui.

Depois de uma demorada conversa com o empregado, descobri que a Lu queria drogar-nos com um líquido qualquer que nos deixava alegres, sensíveis e amigas de todos. Estão a ver o género, não estão? Bem, se era isso que ela queria... era isso que ela não iria ter. Ou melhor... até ia.
Depois de falar com a Fafá, que iria entrar também no plano mas estava escondida no WC, para a Lu não saber que ela ali estava, combinei tudo com a Fi e com o empregado. Fomos então para as mesas, esperar pelo desejado discurso da Lu.
Passado alguns minutos, o mau gosto voltou a invadir o palco... a Lu subiu.
-Mais uma vez boa noite! - e foi aplaudida. Olhem asserio, há gente que aplaude por tudo e por nada! O objectivo dos aplausos não é concordar ou gostar de algo que foi dito ou feito? O que disse a mulher de mais? Enfim, gente un-chique é outra coisa. -Acho que é agora que vou fazer o meu discurso. Mas, antes disso, que entrem as bebidas!
E lá vieram os empregados com os cálices que foram, há bocado, adiados. Pisquei o olho ao empregado e ele e a Lu trocaram piscadelas de olhos também, dos quais maléficamente me ri com a Fifi.
Pegámos nos copos, brindámos, brindámos à Lu (com um falso sorriso) e bebemos.
-Bem, à vossa! - e bebeu também, a sem gosto.
Passado uns escassos minutos, eu e a Fi começámos o teatro. Começamos a sorrir para ela, a rir, a sermos... demasiado simpáticas. Mas o melhor estava para vir.
-Bom, agora que já brindámos e nos saudámos, passaremos então ao que tenho a dizer. Em primeiro lugar, quero agradecer a quem organizou toda esta festa. Como tanto eu como vós podemos ver, isto está magnífico. Obrigado. Em segundo lugar quero agradecer-vos a vós por terem vindo. Sem a vossa presença a festa não teria sentido não é? -riu-se, sozinha. -Mas tenho um agradecimento especial a fazer. Há duas pessoas neste salão que gosto muito e que, apesar das recentes intrigas, compareceram aqui hoje. Elas são Bárbara e Filipa! - houve aplausos e tudo!
Interrompendo os aplausos, levantei-me e dirigi-me para o palco, sorridente. Roubei-lhe o microfone e falei:
-Desculpem interromper este magnífico discurso da minha grande amiga Luísa mas, tenho uma homenagem a fazer. Sabem, esta mulher é muito mais do que imaginam. A Lu é para mim uma enorme amiga, conselheira, simpática, inteligente, honesta, é fantástica. Apoia-me sempre, ajuda-me sempre, ouve-me sempre. Acho que a minha amiga Fifi é da mesma opinião...
Entretanto a Fifi tinha saltado para o palco também.
-Claro que sou! - partilhavámos o microfone. - A Lu é não só nossa amiga como de todos os que a rodeiam. Tenta sempre pôr as pessoas a sorrir e esforça-se por ser útil. Não há palavras para a descrever.
-Pois é... e por isso pedimos-lhe desculpa por algum dia ter duvidado da nossa amizade! A Fafá nunca teve razão... - Aaah, eu podia ter sido uma grande actriz! Digo-vos.
De repente, como o combinado, a Fafá entra deslumbrante na sala e de pé, junto às mesas, com um microfone (não estava no plano, mas amei ela o ter arranjado!) disse:
-Surpreendida? - Amo os sorrisos irónicos da Fá!
-Fátima?!? - a Lu ficou em choque!
-Fafá, em pessoa. E não sou a única. Sabes, eu também tenho uma homenagem a fazer-te, mas não a expressarei por palavras. Convosco...
-Huh?
-...a Polícia!
E entraram dois polícias.
-Está presa por consumo e tráfico de drogas. E por tentativa de consumo de drogas involuntário por outrém.
-AAAAAAH!!! - gritou a Lu, escandalizada.
-Espero que gostes. Espero que na prisão aprendas a ser tudo o que disse que eras, falsamente. Boa sorte! - disse, vitoriosamente.
-E espero que aprendas a vestir-te melhor lá, hihihi. - acrescentou a Fi.
-E já agora, para quando lá estiveres, toma este CD. É uma gravação das ordens criminosas que deste aos teus empregados! Parece que não somos só nós a fazer-te surpresas, hein? - Amei a Fafá ter arranjado aquilo!!
Digo-vos, se não estivesse lá estado pagaria para estar... ver a Lu a ser presa é um espectáculo digno de se ver!
-Vocês vão pagar, suas cabras nojentas!!! - berrava ela, ao ser algemada.
-Não desças mais o teu nível. Olha as pessoas! - respondi, rindo-me.
E assim acabou a festa. Subi ao palco, com a Fi e a Fá e explicámos o que se passou. As pessoas imediatamente nos compreenderam e aplaudiram.
No fim, despedimo-nos das pessoas, como que donas da casa fôssemos, e fomos para minha casa, onde haveria noite de cusquice, risos, conversas, histórias, PlayStation (sim, iniciámo-nos nesta coisa), Ice Tea (outro vício que não perdemos) e montes de chocolates.

Foi gratificante!

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Mais flores .Chiques!!!

Olá, chiques!
A Fifi poupou-me trabalho, pelo que li, de relatar a chegada da querida Sílvia. Ela é um pouco excêntrica, sim, mas é uma rapariga querida. Gosta de animais, como eu, e é insegura.
Bem, deixando de falar nela, voltemos ao assunto do meu último post. Tenho novidades:
Hoje recebi outro ramo, de forma esquisita também. Recebi uma encomenda em casa, assinei, abri. O que era? Uma garrafa de champagne! O homem da entrega fugiu un-chiquemente logo depois de eu assinar... continua a ser a pessoa mistério. Guardei a garrafa. Sentei-me, bebi um café, e não resisti a ir buscar a garrafa outra vez! E que bem que fui, porque dei conta que no seu fundo continha um autocolante com a palavra "cama". De imediato corri para a minha cama, olhei e não vi nada. Remexi tudo e nada vi. Não... não ia un-chiquemente tocar com os meus joelhos no chão e espreitar por baixo da minha cama... ou ia. Baixei-me, olhei e vi o chão repleto de rosas cor-de-rosa! Parecia um lindo tapete... Deitei-me no chão e rastejei até às rosas, procurando mais um cartão. Procurei, procurei, e encontrei. Saí de baixo da cama, e bah, estava cheia de pó. A minha empregada vai ver... quando a apanhar...!
Sentei-me na cama, abri o mini-envelope e li "na Torre". Hum, torre? Que vago...! Há tantas torres. Mas esta pessoa estará numa torre. Mas quando? Qual? Porque estará lá? Deverei lá ir?
Bem, que dilema chique / un-chique. Mas, não vou fazer nada. Esperarei pelo próximo cartão.

Falando outra vez da Sílvia, eu encontrei um teste de gravidez na mala dela. Esperemos que não esteja grávida, senão vai ser complicado.

Enfim, beijos chiques!

sábado, 17 de novembro de 2007

Mistério .Chique

Um olá cheio de mistério.
Sim, o mistério paira no ar. Porque? A Bá conta:

Hoje dei folga aos meus empregados, o meu marido está em Londres, estava sozinha em casa. O que resolvi fazer? Dormir até às tantas chiques. Mas o meu sono foi interrompido por uma enorme pedra que me partiu o vidro da janela do meu quarto. Com um grito levantei-me da cama e escondi-me no armário. O que seria?? Estariam a assaltar-me un-chiquemente a casa?? Não, eu não ia ficar ali parada... sou uma chique mulher ou um rato? Abri a porta do armário, com uma cruzeta na mão e, pé ante pé, aproximei-me da janela. Ao olhar para o chão, repleto de vidros pequenos, reparei que não tinha sido só uma pedra a entrar no meu quarto... mas um lindo e enorme ramo de flores também. Rosas vermelhas, as minhas preferidas. Eram 41 rosas, eu tenho 41 anos. Quem mas atirou bruscamente para o quarto sabia algumas coisas sobre mim... Isto foi excitantemente aterrador.
Fechei as persianas, não se fossem lembrar de atirar mais alguma coisa (desta vez mais perigosa) e sentei-me na cama. O que havia para fazer? Nada. Não tinha pistas, apenas num ramo.
Já que não havia nada para fazer, fui até à cozinha e pus o ramo em água, para não murchar. Retirei o papel e... um bilhete caiu na banca. Peguei nele e li:

1
Estarei
"Estarei"? Mas quem é que envia um bilhete num ramo de flores, ainda por cima de maneira esquisita, com coisas sem sentido? "Estarei" não me diz nada...
Bem, esperarei pelo próximo sinal, porque com certeza que isto tem continuação... estarei deve ser só o inicio de uma frase. Ou quem sabe, algo mais.
Vamos lá ver, chiquemente.

Um beijo chique,

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Amo-vos com .Chiquesa

Um olá chique a todos os chiques e un-chiques que estão a ler este post!
Depois do meu último post acerca da minha missão e feitos, dei conta de que nós postamos imenso acerca do nosso dia-a-dia mas pouco acerca da nossa personalidade. Sim, ao longo dos posts já se foram apercebendo de como somos, vagamente, mas isso não chega.
Não vou falar de mim, encarrego as minhas amigas de o fazerem (assim acabam por postar, coisa que não fazem à anos, principalmente a Fafá!). Falarei sobre a Fifi e sobre a Fafá.

Fifi: Muito divertida. Quando uma pessoa se quer divertir fala com ela! Sempre com um sorriso na cara, recebe sempre os amigos de braços abertos. Gosta de cor-de-rosa e nunca passa sem o seu perfume preferido.
Amante de filmes de terror, a Fifi adora chocar-se. É bondosa e muito rancorosa... talvez seja esse um dos seus defeitos.
É demasiado curiosa, e odeia perder. Gosta de estar com as amigas sempre que pode e odeia estar sozinha. Enerva-se com alguma facilidade e é muito ciumenta.
Estas são algumas das coisas que definem a Fifi.

Fafá: Imensamente divertida. Sem papas na língua, sempre atrapalhada e confusa, a Fafá tem como objectivo de vida aproveitá-la. É uma desarrumada, desorganizada, mas sempre chique. Muito ingénua, é facilmente enganada. Sempre apaixonada ou simplesmente atraida por alguém (sempre muita gente), ela adora a cor roxa. Sempre com os seus óculos de sol e mini saia, esta nossa amiga é muito medrosa.
É amiga da sua amiga e está sempre metida em sarilhos.
Isto não é a Fafá, não isto apenas. Mas algumas coisas...!

Enfim, espero que as conheçam melhor agora!

Beijinhos chiques,
Bázita

domingo, 16 de setembro de 2007

Solidariedade .Chique

Olá,
Oh, desde quando não escrevia neste blog? Mesmo há muito muito tempo! Mas vou-vos actualizar acerca do que se tem passado na minha chique vida.
Em primeiro lugar, as minhas acções de solidariedade têm aumentado muito mais. Já não me fico por visitar os hospitais e lares, desta vez quis ir mais longe, chiquemente: fui a África.
Em África vi coisas un-chiques que fizeram com que me deparasse com a dura realidade que é vivida no mundo. Lá, as crianças, adultos e idosos com fome, doenças e etc eram imensos! Simplesmente não havia comida, nem roupa, nem medicamentos... nem carinho para muitas crianças.
Estava eu a andar chiquemente quando me deparei com uma criança com os seus 7/8 anos deitada no chão a gemer. Peguei nela, levei-a para o meu chique carro e tentei comunicar com ela. As únicas palavras que entendi foram "Não me deixe sozinha por favor. Leve-me consigo!". O que faria eu, Bázita, numa situação destas? Levei-a mesmo comigo. Falei com as autoridades e consegui adopta-la! Sinto-me cada vez mais feliz e realizada. Tenho dado donativos, atenção, carinho a todos os que mais necessitam. Ajudei esta criança, que tinha sido abandonada pela própria mãe, pela falta de alimentos. O meu marido tem-me apoiado sempre, orgulhando-se dos meus actos. Digam-me se isto não são razões suficientes para ser feliz...

Bem, as férias estão a acabar, e eu retornarei ao meu chique emprego (designer de interiores), mas como posso trabalhar chiquemente em casa não abandonarei o que tenho feito.

Espero que tentem ser solidários também,
Bázita

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Ovelhas .Chiques

Olá chiques e un-chiques leitores deste blog! Daqui, Bázita, para vos apresentar um blog que descobri à pouco tempo.
Em primeiro lugar, quero deixar aqui um agradecimento às Ovelhas Ranhosas por terem feito um post chique sobre nós. Muito obrigado!
Em segundo lugar, aconselho todos os nossos leitores a visitarem o site, basta fazer um chique clique aqui.
Este é sem dúvida um blog a visitar. Sempre crítico, informativo e divertido, este blog tem como escritores identidades desconhecidas, cujos nomes (falsos) são: Ovelha Anorética, Ovelha Bulímica, Ovelha Anã e Ovelha Obesa.
Um blog de leitura light, para quando estamos fartos de todos os sites, para enquanto tomamos o chique café a meio da manhã, para quando não temos nada que fazer, para quando nos apetece rir... um blog para sempre.

Espero ter conseguído transmitir-vos o meu agrado para com este chique blog.

Muitos beijinhos da sempre chique,

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Voltei, com o meu .Chique pé direito!

Olá assíduos leitores deste blog (e aos restantes)! Como podem ver, estou de volta.

Como pude ver, muitos dos leitores estão ansiosos por saber o que se passa comigo, depois de todos aqueles deprimentes post’s. Sem mas demoras, passo a explicar, chiquemente.
Bom, em primeiro lugar eu não tenho Sida. Foi tudo um mal entendido por parte do Hospital.

Em segundo, o porquê de eu ter estado bastante ausente, tanto do Messenger como deste chiquérrimo Blog. Bem, eu, quando pensei que tinha Sida, entrei numa realidade diferente. Numa realidade chocante, em que percebemos que inevitavelmente morreremos um dia, todos os dias. Foi horroroso, mas contei com o apoio de todos os meus amigos e familiares. Agora que sei que estou livre desta doença (nunca sabemos se para sempre) decidi ajudar aqueles, que como o meu marido, sofrem de uma doença irreversível.

Comecei por me informar acerca de visitas a crianças e idosos do hospital, que tinham estas doenças. Comecei pelos órfãos ou pelos que foram abandonados pela própria família.

No dia em que lá cheguei, e quando os olhei nos olhos, percebi que tinha passado anos a dedicar-me a coisas com pouca importância, deixando isto para trás. Quando os cumprimentei, quando conversámos, fui logo acolhida naquele mundo, um mundo só deles. Senti-me mais realizada do que nunca, e senti que tinha ali amigos para o resto da vida.

Os dias foram passando, e eu ia reparando que são poucas as pessoas que fazem voluntariado, pensando que os donativos em dinheiro bastam para alegrar estas pessoas. Aí é que se enganam, isso não chega… nem por sombras. Eles precisam de atenção, de alegria, de amizade, de sentir que a vida não gira à volta do que os prende aquelas camas, aquele hospital.

Faço aqui um apelo, para que reflictam acerca disto e que, pelo menos tentem, ajudar um pouco estas pessoas. Não custa nada dispensarem duas horas semanais com pessoas que vos irão dar tanto como aquilo que lhes possam dar.

Faço também uma homenagem, ao meu marido, que ainda com Sida, me ajudou a ajudar estas pessoas. Ele, que está na mesma situação que eles. Ele, que eu tanto amo.

Bom, aqui me despeço,

Bázita.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Sem Título .Chique

Olá a todos os leitores deste blog! Quero desde já dizer-vos que vos peço imensas desculpas pelo meu último post e que neste vos irei explicar o porque.

Para começar o meu marido não me traiu, por isso, as pessoas un-chiques que comentaram o meu ultimo post insultando o Henrique devem-me um grande pedido de desculpas chiques.
O meu marido, tal como mais pessoas chiques no mundo, apanhou sida não através de relações sexuais (sim, só gente un-chiquemente inculta é que pensa que a sida só se transmite assim) mas sim através do contacto com o sangue de outra pessoa. Ele é médico de clínica geral, e, há alguns anos atrás, um homem com uma grande hemorragia deu entrada no hospital onde ele estava em turno. Sem mãos a medir, para salvar uma vida, e como "em tempo de guerra não se limpam armas", o meu marido assistiu-o mesmo sem luvas. O Henrique tinha uma ferida... Estão a perceber?

Bom, eu nem deveria ter dado explicações chiques em público, mas preferi assim.
Quando ao meu teste: POSITIVO. Sim, tenho sida. Sim, posso morrer a qualquer momento. Sim, estou mal. Mas, por um lado, podem até achar esquisito, mas sinto-me mais ligada ao Henrique. Sinto que, ao termos a mesma doença, existe uma relação mais forte entre nós... uma relação que o tempo tinha apagado. Pode até ser pecado, mas, esta doença fortaleceu a nossa relação... é um facto.

Bom, tenho pouco tempo para estar aqui, tenho montes de familiares preocupados na sala à espera, testes médicos a fazer.

Um conselho vos deixo:
Não deixem para amanhã, o que, para a vossa felicidade, podem fazer hoje.
Eu não sabia que tenho sida, mas agora que sei... o amanhã é só se houver... vou fazer os possíveis para que, se morrer amanhã, morra realizada e feliz. Façam o mesmo.

Até nunca ou breve,

Bázita

quinta-feira, 29 de março de 2007

Uma doença un-.Chique

O Henrique, meu marido, tem SIDA.

Sim, é isso mesmo que leram: O Henrique tem sida.
A Fafa e a Fifi ainda não sabem e eu talvez não lhes viesse a contar se não fosse por aqui.

Estou Farta! Sim, farta... Em pequena era o cancro que me atormentava a vida, agora é o facto do meu Henrique ter SIDA e de eu ter 90% de hipóteses de também ter.

Às vezes apetece-me fugir chiquemente pela porta das traseiras e nunca mais ninguém me por a vista em cima. Sim, deixavam de sofrer as pessoas com as minhas doenças e eu deixava de sofrer a dobrar por ver os outros preocupados.

Hoje vou fazer o teste para ver se tenho ou não SIDA, e se tiver, nem sei o que sou capaz de fazer. Por um lado tenho de ficar ao lado do meu marido, para o apoiar, mas, e a mim? Quem me apoia? Não quero chatear os outros com os meus problemas.

Às vezes, apetece-me morrer.


quarta-feira, 28 de março de 2007

O porque da nossa ausência .Chique

Olá queridos!! Sei que desse lado, provavelmente, não estará ninguém, pois como tenho vindo a reparar, nós temos poucos visitantes no nosso blog. Isso entristece-me.
Bem, mas para aqueles que ainda continuam a ler as nossas confissões e peripécias, deve ter sido um pouco estranho o facto de termos estado chiquemente ausentes.
Isso tem uma chique explicação: nós fomos .Viajar. Viajámos porque nos propuseram um desafio aliciante.

Bom este post era apenas para vos dizer que vos vamos contar tudo, chiquesa por chiquesa, a nossa aventura .Chique. Uma aventura em que provámos que até uma chique tem conhecimentos de sobrevivência.

Até lá

Ps: quem vai escrever o primeiro post sobre a nossa aventura, vai ser a chique Fifi.


Beijo .Fashion

terça-feira, 27 de março de 2007

Mais uma amizade .Chique

Olá escassos e queridos leitores do nosso. Chique blog.

Ouvindo uma música para jovens, a Califórnia, escrevo mais um post. Eu, Bázita.
Hoje vou falar-vos de como conhecemos a nossa nova amiga, a Lulu.

Era dia 5 de Janeiro, e eu, a Fafa e a Fifi estávamos muito atarefadas na intrenet a divulgar o nosso blog chique. Depois de o passarmos tanto em hi5’s, como em blogs e chats, eis que uma mulher chique nos adiciona. Sim, a Lulu.

Tínhamos umas quinze pessoas a falar ao mesmo tempo e umas dez janelas abertas, e por isso, não lhe prestámos a atenção devida de início. Até porque, a maioria das pessoas que nos adiciona são gatunos ou gente mal-educada. Gente un-chique.

Quando finalmente lhe dissemos o tão esperado, por ela, “olá” ela já achava que estávamos na brincadeira, ou coisa assim.
Começámos por juntar todas na mesma conversa e nos apresentarmos, com uma chique calma. A pouco e pouco fomo-nos apercebendo de que estávamos a falar, não com mais uma impostora mal criada, mas sim com gente educada, chique, honesta.

Gostámos.

Começámos então a trocar ideias e opiniões. Sempre que estávamos online conversávamos com ela e tínhamos sempre assunto. Ora o que tínhamos visto naquele momento na Internet, ora sobre o nosso dia a dia, ou até das notícias que marcavam a actualidade. Assunto, não escasseava nunca.

Claro que a nossa amizade foi crescendo e a curiosidade de ver como ela era também. O que decidimos então? Marcar um encontro .Chique em casa da Fafa, para tomar-mos a chá das cinco.

O tão esperado dia, durante uma semana de ansiedade, finalmente chegou. Admito que estava com um nervoso chiquemente miudinho e a ansiedade secava-me a boca (ando sempre com uma garrafinha de água na minha carteira chique).

Tomei um banho quente de manha e, nem sei bem porque, arranjei-me melhor nesse dia do que num normal (e olhem que eu nos dias normais sou a mais chique de Viseu!). Usei os meus novos brincos chiques (que o meu querido e chique marido Henrique me deu) que caíram maravilhosamente com o meu vestido azul-escuro de estilo campestre. Pus também um chapéu com uma fita azul para intensificar o estilo. Sim, estava .Chique.

O meu relógio chique marcava 16:30 quando saí de casa com destino à casa da Fafa, aquela que ela tem em Viseu . Quando cheguei, para surpresa minha, já as três me esperavam, sentadas chiquemente numa mesa chique que a Fafa tem no jardim. Saí do carro sem tirar os olhos da Lulu (meu deus, ela era diferente do que eu imaginei. Era mais chique!) e fui ao encontro delas.

-Olá querida!!! – gritou histericamente a Lulu, correndo para mim como que um cão chique corre para um osso.
- Olá Lulu! Como correu a viagem, querida? - perguntei, só por educação. A verdade é que não me apetecia falar. Queria olhar para ela... falar já tínhamos nós falado, faltava-me olhá-la.

Meu Deus, ela era chique.

Começámos, minutos depois a bebericar o nosso chá de camomila, o meu preferido. A Lulu era uma desastrada: verteu chá no vestido chique, deixou cair a colher de prata chique e ela própria caiu da cadeira abaixo. Um desastre .Chique.

Sem dar-mos conta, as horas passaram e o meu relógio chique desta vez já apontava 20:22, pelo que a Fafa nos convidou a jantar. Nem convidei o Henrique, queria que fosse um jantar de que se falasse de assuntos de mulheres, sei lá.

Conversámos imenso ao jantar, assunto não faltava!

O jantar acabou algumas horas depois. E com alguma tristeza e uma lágrima no canto do olho, despedimo-nos da Lulu, que voltaria para casa, bem longe dali.

Gente chique, emocionei-me bastante a escrever este post, por isso o meu teclado está molhadíssimo. Sou uma lamechas… meu Deus.

Pronto, terei de termina-lo mesmo aqui, pois alem de o teclado já nem funcionar como deve ser, o meu filho (sim ele já voltou para casa!!! Obrigado na mesma a todos, pelos conselhos. Foram-me úteis) está a chamar-me para me mostrar a roupa chique que hoje comprou.


Até ao próximo post .Chique.

Comentem!

.Beijo

P.S.: A nossa ausência de duas semanas teve uma razão... saberão mais pormenores em breve!

sábado, 24 de fevereiro de 2007

Uma surpresa un-.Chique

Olá queridos! Estou de volta, eu, a Bázita. Este post vai ser sobre uma coisa, que me atormentou bastante e para a qual vos vou pedir a opinião, acerca do que irei fazer.

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Acordei com um barulho de molas de colchão, vindo de um qualquer quarto da minha chique casa. Sem prestar muita atenção, vesti o meu roupão e desci, para tomar o pequeno-almoço. Sentei-me e senti-me imensamente incomodada quando ouvi o toque do telemóvel do meu filho, que era um homem aos berros que mais parecia um psicopata! Aquele horror era “emo scream” segundo ele. Bom, eu atendi, visto que ele estava agora no duche.

-Tô sim? Quem fala? – perguntei, curiosa, pois o nome que tinha parecido no visor era “amut” o qual eu deduzi que seria “amo-te“.
-Tou ‘mor? Credo, ontem à noite deixei-te mesmo de rastos, não? Até já pareces a tua cota a falar! -O que?? – retorqui, indignada com o que tinha ouvido.
– Desculpe, mas quem é semelhante criatura un-chique e mal educada que liga ao meu filho, com esses modos, e fala mal da sua própria mãe? Não tem educação não? Olhe, vá mas é para o colo da sua mãe, que lhe faz muita falta, minha menina. E espero que não se aproxime mais do meu filho, tá a ouvir?
-Aã… Desculpe, não era minha intenção magoa-la… pensava que estava a falar com o Jorge.-Não criatura, quem fala é a mãe. E o meu Jorginho não deverá querer falar mais consigo! Por isso, tchau. – aquela criatura obrigou-me a fazer uma coisa super un-chique, desligar o telefone na cara.

Fiquei com tal enxaqueca que a Alsininha, aquele amor de empregada, teve de me trazer quatro comprimidos. Finalmente o Jorginho chegou e sentou-se.-Jorginho, querido, conte à mãe onde foi ontem.

-Fui… estudar para casa do Miguel, mãezinha, porque pergunta?
-Porque gostava de saber porque é que uma criaturazinha irritante ligou cá para casa a chamar-me de “Cota” quando eu estou mais conservada que a Lili Caneças e disse “devo-te ter deixado mesmo de rastos” ou algo assim.
-Ena pá! Já estou atrasado para o treino de ténis! Sorry, mamã querida, mas irei ausentar-me.
-Ao menos já aprendeu a falar decentemente. Mas não fuja ao assunto, logo vai explicar-me tudo, chiquesa por chiquesa. Beijinho.
-Beijinho mãe.

E saiu. E não é que as enxaquecas não paravam? Tive de chamar o Dr. Carlos ou então tinha morrido, sei lá.
Mais tarde, o meu filho volta para casa como quem esconde a Torre de Pizza atrás das costas, mas eu não consegui ver o que ele realmente escondia. Continuei a por na pasta o catálogo de tecidos para os cortinados da minha cliente e depois fui lá. E o que é que vi quando entrei? Meu deus, só em falar nisto a cabeça já me está a começar de doer. Eu apanhei o meu filho, em cenas indecentes, com uma rapariguita qualquer.

-Aaaaaah! – gritavam os dois.
-ÁÁÁÁÁÁÁHHHHHH- gritei eu, com a fúria-surpresa, deitando as mãos à face.
-Creeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeedo. – saltou a criaturazinha-feminina-que-tinha-cilicone da cama.

O Jorge nem sabia onde se meter. Tapou as partes intimas e rapidamente começou a tagarelar:

-Mãe não podias ter batido a porta como sempre me ensinaste a fazer, não?
-Querido, eu sou sua mãe. Enquanto continuar a viver aqui eu é que mando no seu quarto, em si. -Que não seja por isso mãe, eu vou embora, então.
-Não pequerrucho, vai aqui ficar. Mas a cabra sai, que eu quero falar com o meu filho.
-Não chames cabra à minha namorada!!!! – gritou ele enquanto a criatura fugia com as botas-da-feira na mãe.
-Querido, fofo, eu estou em minha casa e ainda posso chamar o que quero a quem quero. E você não devia andar metido com tais gentes.

Quando os ânimos acalmaram, tivemos uma grande conversa. Eu amo-o e fiz de tudo para o compreender mas ele, com o orgulho-masculino ferido (o que era normal) fez as malas e saiu de casa. Escusado será dizer que sou mãe dele, e que não lhe cancelei os cartões nem nada que se pareça, o meu fofo tinha de estar em protecção para pensar na vida.O que pergunto agora é: será que devo ir à procura dele? Ou será que não vou, porque ele precisa de estar sozinho? Eu sei que ele está em segurança, pois tem dinheiro e esta num hotel, mas será que precisa de mim agora, ou de estar sozinho?
Ajudem-me por favor.
Um beijo .Chique


PS- .Obrigada!

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Dicas para ter glamour (para mulheres .Chiques)

Olá queridas e queridos, é a Bázita a postar!!! Este post vai com certeza despertar maior interesse nas mulheres, mas não deixa de ser intressante para homens também.
Vou dar-vos dicas para se maquilharem e vestirem nesta Páscoa, que está ai à porta, não é verdade?
Pronto, queridos, aqui vai:

Para as mais discretas:

Um vestido longo, castanho, a contrastar com a pele já pouco morena devido ao frio Inverno que passou, ficará muito bem a qualquer mulher que seja discreta. Quanto à maquilhagem, um pouco de lápis preto apenas na pálpebra inferior e uma sombra beje pouco carregada na superior, fica lindissimamente discreto. Use também uns brincos de pérolas, fica linda, verá.

Para as que não dispensam um bom elogio, ou seja, gostam de dar nas vistas:
Para estas mulheres ficava a matar um vermelho berrante, mas na Páscoa nem sonhem! Não, adoptem antes uma cor mais pascoal e intensa, simultaneamente. Que tal um bordeaux, ou um verde escuro ou até um azul escuro? Com qualquer uma destas cores, fica imensamente bem uns brincos compridos de ouro ou até uns pequenos de esmeralda. São cores que ficam bem com estas joias. Que tal também uma carteira de veludo com imensos acessorios na alça? Muito bem ficava também um baton vermelho ou em tons de castanho-rosa, que este ano estão na moda!

Bem, nada de exagerar! Isto não é uma festa de gala, mas sim, a tão linda e espirituosa festa de Páscoa!


Beijos, e lembrem-se:


Sejam .Chiques

Tenham .Glamour


Até lá


sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Amizade .Chiquemente grandiosa

Eu, Bázita, sem autorização das minhas amigas, irei escrever um post para lhes fazer uma supresa. Irei fala de tudo por o que a nossa amizade já passou.

Mudanças de atitudes

Sim, as nossas amigas (outras) todas mudaram as suas atitudes e hábitos. Tornaram-se futeis e muito perconceituosas, apesar de se acharem imensamente liberais, nao respeitavam os que não eram, o que é uma contradição tão grande que até dá riso, não acham? Nós sobrevivemos a isto e somos as mesmas que eramos antes. Amigas como sempre.


Zangas

Já nos confrontámos com imensas zangas e sempre resolvemos tudo por bem. Eu sempre mais ponderada e compreensiva e elas sempre a falar mais sem pensar lá nos entendemos.


Distância

Nós moramos longe, e até recorremos ultimamente às novas tecnologias (computadores) para pormos a conversa em dia. Sempre com conversas chiques, inteligentes e com nível, nós falamos sempre que podemos.



Como vêm nós somos amigas de verdade. Nós sobrevivemos, nós merecemos:


Ficar juntas para sempre.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Para a .Chique Eternidade...

Olá caros leitores deste tão conceituado blog! Sim, sou eu, a Bá a postar hoje!
Muito bem, neste post vou contar-vos como eu, a Fifi e a Fáfá nos conhecemos (se tal não tivesse ocorrido, nunca estaria a escrever isto). Mas, antes de começar a tagarelar a tão imporante história irei falarvos um pouco da minha pessoa. Eu sou a Bárbara, tenho 41 anos e vivo em Viseu. Sou casada e tenho como profissão o designer de interiores, o que gosto bastante.

Vou então contarvos de onde vem a nossa amizade...

Fifi

Tudo começou no primeiro dia de aulas, no meu 5º ano (1º ano, naquela altura, pois era: 1ªclasse, 2ª classe, 3ªclasse, 4ª classe, 1º ano, 2º ano...) em que me sentia imensamente constrangida, isto que estava numa escola nova e não conhecia ninguém. Entrei na sala de aula e não sabia onde me sentar, até que uma rapariga moreninha e de totós que tinha um ar muito simpático, me convidou para me sentar ao lado dela. Eu aceitei. Durante os primeiros minutos da aula não falámos muito, mas depois lá nos apresentámos e começámos a trocar opiniões e intresses rapidamente. Trocámos os números de telefone (sim, não tinhamos a sort desta juventude de agora cheia de telemóveis... naquela altura o melhor era ter telefone no quarto, e mesmo assim, não era para todos... mas nós, graças a deus, tinhamos famílias afurtunadas) e passávamos horas a conversar sobre todas as coisas boas que a adolescência nos proporcionava. Pronto, já perceberam a ideia... eramos as melhores amigas.

Fafá

A Fafá entrou nas nossas vidas pouco depois. No sexto ano ela entrou para a nossa turma e como ela era muito extrovertida começámos imediatamente a falar com ela. Ela era muito excêntrica e as paixões dela duravam no máximo, uma semana. Eu e a Fifi até chegámos a Fafa a namorar às escondidas (sim, naquela altura os pais só nos deixavam "namorar à janela" e mesmo assim, só os mais liberais o permitiam!)!


Estávamos então as melhores amigas. Pode dizer-se que inseparáveis, como ainda o estamos. Claro que durante estes anos todos, tivémos as nossas divergências, mas nada que não se resolvesse.
E agora, para mostrar ao mundo a nossa força de vontade em manter esta amizade, criámos este blog.
Esperamos com alegria, continuarmos a ser amigas,


Para a eternidade...